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Hélio Mazzolli

terça | 31/01/2012

Juros do Banco Central

As pessoas agem de acordo com as suas esperanças, gerando expectativas de curto e de longo prazo. Para formularem os seus juízos, se baseiam em fatos e informações correntes.
O Banco Central (BC) tem deixado transparecer disposição em reduzir a taxa da Selic para 9,5% ao ano. Supondo que trabalha com uma expectativa de inflação (IPCA) de 5,5%, estaria balizando o juro real em 4% ao ano. O que não é fora de uma realidade brasileira, dada a fragilidade ética de suas instituições.
Nesse cenário, não é de se esperar mudanças na caderneta de poupança para adequá-la a um rendimento neutro. É importante essa definição porque o objetivo da caderneta de poupança é de preservar o valor da moeda para os pequenos poupadores. As suas aplicações têm a garantia soberana do Estado e os seus rendimentos são isentos de tributação. Mudança seria necessária se a inflação não se comportar como o previsto.
Figurativamente a comparação estrutural nas condições atuais ficaria assim:
No quadro acima, a linha "Caixa" representaria o quanto em porcentagem restaria ao ano nas respectivas aplicações: "PJ" pessoa jurídica e "PF" pessoa física.
Eu não saberia dizer o que fará o investidor pessoa física. Se irá se associar a algum negócio; se irá aplicar em ações na Bolsa ou se irá aplicar em imóveis de renda. Mas de uma coisa eu tenho certeza: haverá muita movimentação na área da oferta, cada qual querendo ampliar os seus negócios.