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Hélio Mazzolli

terça | 13/12/2011

Estratégia competitiva

Cada vez mais as atividades econômicas estão a exigir ações estratégicas para conseguirem aumentar a capacidade de competir. A origem da estratégia é militar. Nos negócios o objetivo não seria o do militar, mas sim de proporcionar uma vantagem competitiva estável.
A sua implementação tem ênfase no processo. É ele que pode emperrar as ações e até desvirtuá-las. Para tanto existe a necessidade de um planejamento cuidadoso, uma análise constante e uma ação deliberada. Deverá se ter a capacidade de prever os movimentos dos concorrentes, antecipação das suas reações as nossas iniciativas e, em seguida, propor e tomar as medidas apropriadas.
E tudo isto porque a concorrência é um jogo. O sucesso depende tanto das ações, quanto das reações dos concorrentes, clientes, parceiros e outros intervenientes. O grande mercado.
Por isso é que o planejamento nunca dá certo. A chave está na sua flexibilidade. A flexibilidade é fundamental. Porque todos os concorrentes também têm a condição de utilizar as mesmas ferramentas que se está usando. A consequência é de que desapareça a vantagem competitiva.
As chaves são antecipação e preparação. A iniciativa de um concorrente é logo combatida por uma contra iniciativa rápida de modo a assegurar que qualquer vantagem seja apenas temporária. O fator de decisão não é qualidade do produto/serviço oferecido, mas a qualidade do valor (que é relativo à oferta do concorrente). Por isso é que nenhuma empresa pode permitir que os seus rivais sejam detentores de uma vantagem durante muito tempo.
Não convém acordo de preços (que aliás é um procedimento condenado). Em mercados maduros, os avanços tecnológicos que conduzem a mudanças súbitas em posições competitivas são raros. Neste caso a concorrência é um jogo de soma zero. O que uma empresa ganha a outra perde. Quanto maior for a rivalidade, maior é a tendência para um jogo de soma negativa, em que o processo competitivo impõe custos a todos os concorrentes.
Se uma empresa aumenta a publicidade e os concorrentes seguem o mesmo caminho, não haverá ganho líquido para ninguém e os custos aumentarão para todos. Outro dano de soma negativa é a guerra de preços que acaba destruindo os lucros dos participantes. Não se trata da redução de preços conseguida por produtividade.
Se nada disso der certo, mude de produto ou de objetivo. O Brasil precisa caminhar de forma acelerada em busca da produtividade.