Hélio Mazzolli
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Cenário 2012
Pode-se dizer que são otimistas as perspectivas para a economia brasileira para 2012. O fundamento é de que existirão recursos para atender as razoáveis necessidades e os desejos da população.
Para o cenário externo, já foram tomadas medidas com relação à dívida. Dos US$ 695 milhões que iriam se vencer nos próximos 12 meses, US$ 650 milhões já foram renegociados para o longo prazo. Ainda restam R$ 45 mi-lhões. Eu acredito que haverá uma solução razoável para o ajuste financeiro das dívidas do Euro. Mas irá tomar o ano todo.
Pelo modelo de governo da Presidente Dilma, não deverá haver choques na economia brasileira. Também não deverão ser esperadas reformas e outros avanços.
A inflação poderá ser balizada em 6%. Poderá haver uma redução no primeiro semestre da taxa acumulada de 12 meses, mas será retomada no segundo. O Governo Federal não deixará de gastar para vencer as eleições municipais de 2012. Por mais que possam dizer o contrário, eu não acredito.
Gostaria que a taxa Selic terminasse o ano com 9%AA. Mas, com a distensão fiscal do segundo semestre, será um sucesso se ela terminar o ano com 10%AA. A taxa não poderá ser inferior porque, para que tal ocorra, será necessária uma nova regulamentação dos juros da caderneta de poupança. Coisa que dificilmente ocorrerá num governo do PT.
Eu vou trabalhar com a expectativa de crescimento da economia em 3,5%. Alguns irão conseguir crescer 10% e outros irão quebrar. A competição deverá ser feroz. Uma posição pouco ousada será a mais recomendada.
Outro indicador importante é a taxa de câmbio. Continuará flutuante. O ideal seria que fechasse o ano numa banda de R$ 1,95 a R$ 2,05 por dólar. Essa ocorrência iria acabar com o processo de desindustrialização na economia brasileira. Isso será possível ocorrer desde que a presidente Dilma contenha as despesas correntes perto dos valores nominais de 2011. Abriria espaço para o Banco Central baixar a taxa Selic para os 9%AA, contrário senso o processo de desindustrialização deverá continuar, com a consequente redução de empregos.
Os governadores deverão gastar no limite para angariar apoios para os seus candidatos nas eleições municipais. Com o apoio das Assembleias.
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